Durante ato contra o impeachment de Dilma Rousseff, PM reprimiu manifestantes com truculência, além de agredir e danificar equipamento de profissionais da imprensa

Por Redação

Na noite desta quarta-feira (31), a Polícia Militar de São Paulo, que responde ao governador do estado, Geraldo Alckmin (PSDB), reprimiu com violência um protesto contra o impeachment de Dilma Rousseff, que foi confirmado mais cedo no mesmo dia. A polícia utilizou bombas de gás e de efeito moral para dispersar os manifestantes e abusou da truculência ao abordar jornalistas.

O fotógrafo Vinícius Gomes, que tentou registrar o momento em que policiais tinham caído de suas motos, foi abordado, agredido e teve seu equipamento destruído. Os restos do material foram recuperados por colegas. Neste momento, outro fotógrafo, William Oliveira, também foi atacado. Ele conta que recebeu quatro socos na orelha e teve seu cartão de memória da câmera apagado. A equipe da Fórum estava no local e conseguiu registrar a agressão a William (confira no vídeo desta reportagem).

Ele foi conduzido pelos policiais, que não informaram para onde o fotógrafo seria levado. Mais tarde, William foi localizado na 2ª Delegacia de Polícia do Bom Retiro. Depois, o delegado afirmou que ambos teriam o de boletim de ocorrência feito na 78ª Delegacia de Polícia do Jardins. Ao deixarem o local, por volta das 4h30 da manhã, os fotógrafos afirmaram que os policiais envolvidos não apareceram para prestar depoimento.

Foto: Mídia Ninja

Fotógrafos relatam agressão e violência da polícia

Democratize – Publicado em 1 de set de 2016
Vinicius e William foram agredidos por policiais durante manifestação contra Michel Temer, na noite desta quarta-feira (31) em São Paulo.