Este sistema é insuportável. Exclui, degrada, mata!

Este sistema é insuportável. Exclui, degrada, mata!

O lema do Grito nasceu, este ano, a partir de uma afirmação do Papa Francisco. Assim, se chegou a “Este sistema é insuportável: exclui, degrada e mata”. Segundo o Grito, é notório que nos momentos de crise, seja política, econômico-social, que estes sistemas não suportam as mulheres, os pobres, os negros, os excluídos da sociedade. Dessa forma, sempre alguém será violado de diferentes formas, seja excluído, exterminado, ausente dos direitos básicos.

O lema perpassa, então, pelas várias crises, inclusive a humanitária. Cada vez mais se vive em guetos, se alimenta a intolerância, se destroem os valores humanos. E a engrenagem do sistema passa por cima de quem não compactua com as regras de sobrevivência e da própria vida em sociedade. “O lema este ano é bem desafiador. Vamos botar o povo na rua e denunciar as mazelas desta sociedade excludente em que vivemos”, ressalta a Secretaria Nacional.

Sairemos às ruas de SP neste domingo (4)

Sairemos às ruas de SP neste domingo (4)

Movimentos não reconhecem governo golpista

NOTA SOBRE A MANIFESTAÇÃO DE DOMINGO

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo emitiu nota afirmando que “não permitirá” a mobilização agendada para o próximo domingo pelas Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, alegando que o ato coincidirá com a passagem da tocha paraolímpica na Avenida Paulista.

Em primeiro lugar, não entendemos que caiba à Secretaria de Segurança ou à Polícia “permitir” ou não uma manifestação popular. A Constituição nos assegura este direito. De toda forma, não é de nosso interesse prejudicar a passagem da tocha paraolímpica. Por essa razão, buscamos a informação exata do horário de passagem da tocha na Avenida Paulista, que será das 13:00 as 14:10.

Neste sentido, visando garantir tanto a passagem da tocha quanto a manifestação programada, passaremos o horário da concentração para as 15:00 horas. Esta é uma decisão razoável que busca conciliar os dois eventos e evitar conflitos. Informaremos ainda hoje a alteração para a SSP.

Portanto, a manifestação de domingo ESTÁ MANTIDA na Avenida Paulista, agora as 15:00 horas. Não pretendemos qualquer conflito e esperamos que a PM tenha o equilíbrio necessário para lidar com o evento, garantindo a liberdade de manifestação. Reiteramos que não iremos impedir nem prejudicar a passagem da tocha paraolimpica.
Ainda buscando uma solução que não seja o enfrentamento com a PM estamos alterando a concentração para a frente do MASP.

Esperamos que a SSP se manifeste neste sentido. A manifestação está confirmada e já conta com mais de 30 mil pessoas confirmadas pelas redes sociais.

Todos e todas as 15hrs na Av.Paulista, concentração em frente ao Masp.
#ForaTemer

O povo deve decidir!

FRENTE POVO SEM MEDO
FRENTE BRASIL POPULAR

Repressão a protesto em SP deixa manifestantes e fotógrafos feridos

Repressão a protesto em SP deixa manifestantes e fotógrafos feridos

Durante ato contra o impeachment de Dilma Rousseff, PM reprimiu manifestantes com truculência, além de agredir e danificar equipamento de profissionais da imprensa

Por Redação

Na noite desta quarta-feira (31), a Polícia Militar de São Paulo, que responde ao governador do estado, Geraldo Alckmin (PSDB), reprimiu com violência um protesto contra o impeachment de Dilma Rousseff, que foi confirmado mais cedo no mesmo dia. A polícia utilizou bombas de gás e de efeito moral para dispersar os manifestantes e abusou da truculência ao abordar jornalistas.

O fotógrafo Vinícius Gomes, que tentou registrar o momento em que policiais tinham caído de suas motos, foi abordado, agredido e teve seu equipamento destruído. Os restos do material foram recuperados por colegas. Neste momento, outro fotógrafo, William Oliveira, também foi atacado. Ele conta que recebeu quatro socos na orelha e teve seu cartão de memória da câmera apagado. A equipe da Fórum estava no local e conseguiu registrar a agressão a William (confira no vídeo desta reportagem).

Ele foi conduzido pelos policiais, que não informaram para onde o fotógrafo seria levado. Mais tarde, William foi localizado na 2ª Delegacia de Polícia do Bom Retiro. Depois, o delegado afirmou que ambos teriam o de boletim de ocorrência feito na 78ª Delegacia de Polícia do Jardins. Ao deixarem o local, por volta das 4h30 da manhã, os fotógrafos afirmaram que os policiais envolvidos não apareceram para prestar depoimento.

Foto: Mídia Ninja

Fotógrafos relatam agressão e violência da polícia

Democratize – Publicado em 1 de set de 2016
Vinicius e William foram agredidos por policiais durante manifestação contra Michel Temer, na noite desta quarta-feira (31) em São Paulo.

Militantes são presos em Goiás por pertencerem ao MST

Militantes são presos em Goiás por pertencerem ao MST

As organizações, movimentos, entidades, juristas e intelectuais progressistas tem manifestado profunda solidariedade contra essa ofensiva do latifúndio e do agronegócio.

 

Da Página do MST

No contexto de recrudescimento das forças conservadoras e recorrente perseguição aos movimentos de luta democrática, o MST no estado de Goiás tem denunciado a instauração de um clima de criminalização aos seus militantes (Leia mais aqui). Nesta terça-feira (31), o militante pela Reforma Agrária José Valdir Misnerovicz foi preso em Veranópolis (RS) numa operação desencadeada pela Polícia Civil de Goiás e articulada com a Polícia do Rio Grande do Sul.

Uma campanha de solidariedade envolvendo o conjunto da sociedade civil de Goiás já está sendo feita e o MST emitiu uma nota, em que denuncia “a escalada da repressão contra a luta pela terra” no estado. Confira na íntegra:

NOTA DO MST-GOIÁS SOBRE A PERSEGUIÇÃO POLÍTICA AOS LUTADORES DA REFORMA AGRÁRIA

O MST no estado de Goiás vem a público denunciar a escalada da repressão contra a luta pela terra. Na terça-feira (31/05), o intelectual e militante pela Reforma Agrária José Valdir Misnerovicz que se encontrava em Veranópolis, no Rio Grande do Sul, foi surpreendido por uma operação articulada entre a Polícia Civil do Rio Grande do Sul e de Goiás para sua prisão. Esse fato soma-se a prisão do agricultor Sem Terra Luiz Batista Borges que está recluso no Centro de Prisão Provisória em Rio Verde desde o dia 14 de abril, alvo do mesmo processo que busca criminalizar o MST o enquadrando como organização criminosa, com base na Lei 12.850/2013.

Acusamos o poder judiciário e as forças policiais de Goiás de realizarem uma evidente perseguição política contra a justa luta popular pela Reforma Agrária. A tentativa das forças reacionárias do estado, articuladas também pelos senadores Eunício de Oliveira (PMDB/CE), Ronaldo Caiado (DEM/GO), pelo Secretário de Segurança Pública de Goiás, José Elinton Junior e por parcela do Judiciário goiano é de tornar ilegal a luta pela terra no estado. Compreendemos estes fatos como uma movimentação das forças conservadoras deflagradas pelo golpe federal, inaugurando um novo período de repressão e criminalização graves contra os movimentos populares.

Afirmamos que essas ações, contudo, fracassarão! As organizações, movimentos, entidades, juristas e intelectuais progressistas tem manifestado profunda solidariedade contra essa ofensiva do latifúndio e do agronegócio. As famílias Sem Terra não retrocederão um passo sequer. Ao contrário, manterão a luta contra a concentração de terra e pela justiça social em Goiás.

Resistiremos! Vamos derrotar as forças opressoras!

Lutar, construir Reforma Agrária Popular!

Direção Estadual do MST-Goiás

Fonte: http://www.mst.org.br/2016/06/01/militantes-sao-presos-em-goias-por-pertencerem-ao-mst.html

Jornalistas Livres, Nas Ruas, Nas Redes!

jornalistas livres violenciaOs Jornalistas Livres repudiam o uso da violência contra manifestantes e movimentos sociais. Também repudiam fortemente o uso da força policial contra jornalistas. Na tarde de hoje, na avenida Paulista, durante protesto do MTST, que ocupou o escritório regional da Presidência da República em São Paulo, pacificamente, com mulheres e crianças, a polícia reprimiu o ato com violência e bateu em um repórter dos Jornalistas Livres com cassetete, como mostra a imagem.

As declarações do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, ex-secretário de segurança pública de São Paulo, demonstram que a tendência será criminalizar os movimentos sociais e reprimir esses atos. Lembrando que ele foi o responsável por mandar a polícia agir com violência contra secundaristas em São Paulo e também era chefe da polícia quando houve a chacina —ainda impune— de Osasco, que matou 16 pessoas em uma única madrugada.

A luta por direito social não é caso de polícia.

Seguiremos resistindo e registrando.



Violações de Direitos Relacionadas